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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Papai Noel


"Então tá, né?!" Já que comecei a falar de Papai Noel "vambora" prosseguir no tema...

Como eu disse, Papai Noel lá em casa era "coisa séria". Escrevíamos cartinha e entregávamos pro meu pai colocar no correio. (Detalhe é que "o correio" devia ser uma gaveta dele no escritório). O presente do Natal era especial, tinha que ser muito bem escolhido.

A noite do dia 24, passávamos com a família da minha mãe (até hoje é assim), tinha a ceia, os presentes dados pelas tias e tios, mas não era "o" presente oficial do Papai Noel. Esse só iríamos receber na manhã seguinte, pois o Papai Noel passava de madrugada, depois que dormíamos.

Era muito gostoso.
E eu acreditava meeeeeeeesssssssmo no "bom velhinho".
Eu lembro de uma época em que eu sabia que os "Papais Nóeis" de shopping eram uma farsa, só fantasia, mas mesmo assim continuava acreditando que existia "O Papai Noel Oficial" aquele único, do mundo todo.

Aliás, eu era bem bobinha, acreditei muuuuuuuuuuuuuuuitos anos em Papai Noel.
Lembro que a primeira pista, foi quando minha mãe resolveu esconder na casa da minha avó a bicicleta que eu iria ganhar e minha prima pentelha, que já sabia que não existia Papai Noel, ( e olha que ela é 3 anos mais nova que eu e já sabia) quase deu com língua nos dentes.Mas a situação foi contornada.
Outra pista foi quando eu encontrei a cartinha que já devia ter sido postada há muito tempo na carteira do meu pai.

Não sei exatamente com que idade deixei de acreditar em Papai Noel. Só sei que demorou pra eu descobrir. Eu era muito crédula. Até em "Coelhinho da Páscoa" eu acreditei por muito tempo.
Esse, minha mãe praticamente teve que me contar que não existia. Ela já devia estar achando "um mico" eu grandona, acreditando no coelho. Lembro dela dizendo : "O coelhinho da Páscoa é bigodudo, gordinho (características do meu pai)..." ... e rindo.

Bom, a conclusão disso tudo é que eu acho que me fez muito bem acreditar em Papai Noel sim.
Aliás, no fundo, até hoje eu acredito em Papai Noel e sei que o meu era bigodudo e gordinho.
Afinal, quem de nós não é Papai Noel ou Mamãe Noel de verdade quando tem filhos?

Eu quero que a minha filha acredite em Papai Noel sim. É claro, que eu quero que ela também saiba o verdadeiro sentido do Natal, o que vai além dos presentes. Acho que as duas coisas podem caminhar juntas sim. Por enquanto acho que estou conseguindo.
Quando entra em casa, a pituca já vai apontando "Mel" prá um Papai Noel de enfeite e "Nossa" (Nossa Senhora), "Papai(do Céu)" pro presépio. Fofa demais, né?!
Agora tá facil,né?! Quero ver quando eu tiver que mostrar o sentido do Natal que vai além até da religião : a paz, o amor e sobretudo o respeito pelo próximo....

Presente Inesquecível


Acabo de voltar lá da casa da Dani London e ela estava comentando sobre o presente inesquecível, então resolvi falar sobre o meu.

Lá em casa Papai Noel era "coisa séria". Meu pai adorava Natal e então mantinha a tradição.
Tínhamos que escrever cartinha (caprichada, com desenhos) e esse era o presente mais especial do ano.

O presente mais vivo na minha memória é um dos mais distantes, ganhei quando tinha apenas 4 anos : uma boneca" Bate Palminha". Aliás, nessa época é que minha memorinha começou a registrar as coisas. (As minhas primeiras lembranças são do nascimento do meu irmão -eu tinha 3 anos e 10 meses).

Voltando a essa época, me vem um flash : eu numa mesa cirúrgica, levando trocentos pontos na perna (cortei num vidro; a cicatriz tá aqui até hoje) e a minha mãe tentando me distrair:" o que vamos pedir pro Papai Noel?"E a resposta foi : uma "Bate Palminha"

E em 25 de dezembro de 1979, eu acordei e ela estava lá, linda e loura (loura como a grande maioria das bonecas, né?!) É claro que ela nos acompanhou nas férias para Guarapari-ES .(Acho até que nesse ano passamos o Natal lá, o que era raro, pois sempre viajávamos em dezembro, mas antes do Natal). Lembro, também, do meu tio (e padrinho) contando, anos depois, que naquele ano tinha sido difícil aguentar lá em Guarapari aquela vozinha da boneca cantando muitas e muitas vezes: "Bate palminha bate, palminha de São Tomé..."

Pois o tempo passou...
...o meu pai e o meu padrinho não estão mais aqui, mas a "Bate Palminha" tá lá firme e forte num cantinho do maleiro da casa da minha mãe. Aliás, "Bate Palminha" não : Vanessa ! Todas as minhas bonecas tinham nome de gente.
Em breve, ela será internada num" Hospital de Brinquedos", porque um dos bracinhos está quebrado, o que a impede de bater as palminhas e recuperada será entregue a minha filhota.

E você? Quais as suas primeiras lembranças? Qual o seu "presente inesquecível"?

OBS: em breve, postarei fotos da Vanessa aqui. (Essa aí em cima é uma clonezinha que achei através do Google)