Como vcs sabem , esse ano tive um aborto espontâneo.
Como esse foi meu segundo aborto (já tinha tido um antes da Ana) e diante da gravidez da Ana Flávia ter sido complicada no final com a pré-eclâmpsia e com ela ter nascido muito pequena, resolvi fazer exames mais específicos e descobri que tenho uma trombofilia.
Tenho o gene mutante da protrombina em heterozigose.
Isso significa que eu tenho uma maior tendência a trombose, principalmente na gravidez, época em que a coagulação já fica mais intensa.
Então, formo trombos que entopem os vasos da placenta.
Talvez esteja aí a explicação pros meus abortos ( não sei ao certo, porque também tenho problemas na tireóide que podem ter causado os abortos) e com certeza está a explicação pras complicações na gravidez da Ana Flávia : minha placenta estava entupida, daí passar poucos nutrientes pra ela.
Bem, e o que fazer daqui pra frente?
Tratar a tireóide (tratei na gravidez da Ana e agora já estou tratando mesmo sem estar grávida/no primeiro aborto eu nem sabia dos problemas tireoidianos e nesse último aborto não deu tempo de começar a tratar)
E se engravidar novamente, terei que tomar injeções de anticoagulante todos os dias.
O que eu penso disso tudo?
Em primeiro lugar, cada dia mais agradeço pelo milagre que foi a Ana Flávia ter nascido saudável de uma "fábrica tão problemática".
Depois penso que uma nova gravidez poderá até ser mais tranquila com o tratamento resultando num final sem pré-eclâmpsia e com um bebê de peso normal.
Por outro lado, sei que será uma gravidez de risco (riscos pra mim, riscos de prematuridade pro bebê) e que já tenho uma filha linda e que precisa muito de mim.
Ainda estou confusa, o meu lado"razão" pede pra eu pensar mais um pouco (também não posso pensar muito pois mês que vem faço 34), mas o meu lado "emoção" já está quase engravidando de novo.
"Entrega o teu caminho ao Senhor, confia N'Ele e o mais Ele o fará"